Cirurgia estética: pesquisar é preciso!

Quando o assunto é cirurgia plástica, o mais importante não é o preço, mas a confiança que o paciente tem no médico. As cirurgias estéticas estão em alta. Isso é fato. De acordo com pesquisa feita pelo Datafolha, médicos ligados à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) realizaram, entre setembro de 2007 e agosto de 2008, cerca de 629 mil cirurgias plásticas.

De acordo com José Teixeira Gama, cirurgião plástico e secretário-geral da SBPC, hoje o apelo à boa apresentação física é tão forte que interfere até na profissão. Isso, aliado aos planos de parcelamento anunciados por algumas clínicas, banaliza a cirurgia plástica. No entanto, "o bom cirurgião plástico sabe avaliar a real necessidade do paciente. E precisa ter uma boa formação e muita ética para não atender a qualquer solicitação só para aumentar a sua conta bancária", opina.

Com o aumento do número de cirurgias plásticas também aumentam os casos de complicações divulgados na mídia. Mas de acordo com levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) realizado em 2008, 97% dos médicos que respondem a processos ético-profissionais perante o órgão não possuem título de especialista na área. "Para ser especialista o médico tem de passar por cinco ou seis anos de residência após a conclusão do curso de medicina e por um exame que avalia a sua habilidade naquela especialidade.

Dicas na hora de escolher o cirurgião:

1- Verifique se o médico é credenciado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica através do site www.cirurgiaplastica.org.br.

2 - Converse com os pacientes que estiverem na sala de espera do consultório. Peça ao médico indicações de pacientes que possam dar referências e mostrar fotos. Desconfie se tiver dificuldade para conseguir essas indicações. Consulte o Conselho Regional de Medicina local e veja se o CRM do médico está ativo.

3 - Pesquise o nome do médico no site do Tribunal de Justiça de seu estado para verificar se há processos contra ele. Se ele foi atuado em outros estados, pesquise também nos respectivos Tribunais de Justiça.

4 - Peça referências das clínicas e dos hospitais onde o médico atua. Eles devem ter CRM e certificado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Verifique também se estão aparelhados para atender a urgências como choque anafilático ou parada cardiorrespiratória.


Fonte: IDEC

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