Prótese de mama não é vitalícia

Aumentar os seios é o desejo de muitas mulheres, dados comprovam que o implante de silicone é um dos procedimentos cirúrgicos mais procurados. Porém, o que muitas mulheres esquecem ou acabam deixando de lado é o cuidado com a prótese. A manutenção é fundamental e, provavelmente, após dez anos ou mais, uma nova cirurgia plástica será necessária para a troca, pois “não existe prótese de silicone vitalícia”, afirma a cirurgiã plástica Léa Mara Moraes.

Dra. Léa diz que pacientes têm perguntado sobre a prótese vitalícia, mas ela explica que “muitas empresas disponibilizam a garantia do produto, que, se estourar ou acontecer algum problema, como a contratura capsular, elas fornecem outra. Mas isso é muito complexo, pois fica na dependência da marca ainda estar no mercado. Assim, não se pode dizer que a prótese é vitalícia. É o que sempre explico às minhas pacientes”, relata a cirurgiã plástica.

A cirurgiã comenta que, atualmente, as próteses de silicone estão cada vez mais seguras, pode-se dizer que existem cinco gerações diferentes. A 5ª geração, utilizada hoje, tem o conteúdo em gel silicone coesivo (que não escorre) e a superfície texturizada, promovendo menor contratura capsular. Além disso, paciente e médico podem escolher qual a prótese mais adequada, pois existem vários modelos e tamanhos. “Devido a esse avanço, a maioria das próteses não precisa mais da troca de dez em dez anos”, comenta Léa.

Segundo a cirurgiã plástica, apesar da necessidade da troca estar mais longa, a paciente deve realizar um acompanhamento anual, com o cirurgião que fez a plástica ou um mastologista, por meio de exame clínico ou por imagem, como mamografia e ecografia. Mulheres com menos de 40 anos devem realizar a ecografia a cada dois anos, já quando a idade for superior aos 40, devem fazê-la anualmente. O exame é utilizado para verificar a espessura da cápsula mamária, que com o tempo pode espessar e provocar a contratura capsular. Uma cápsula é formada naturalmente em torno da prótese, como uma espécie de capa. Em alguns casos, essa cápsula pode ficar muito forte, alterando a forma e deixando a mama mais dura.

Quando é detectada a necessidade de troca por uma nova prótese mamária, outra cirurgia deve ser realizada. Geralmente, é utilizada a mesma incisão feita no procedimento anterior, porém não pode ser utilizada a mesma prótese. “Ela só é diferente quando há excesso de pele”, diz Léa. A flacidez ocorre devido a várias causas que podem causar a ptose (queda), principalmente em mulheres que não têm a pele muito firme. “Quando isso acontece, pode ser preciso uma mastopexia, que é a correção da flacidez mamária por meio da retirada do excesso de pele”, conta.

A cirurgia plástica de troca, na maioria das vezes, é mais simples do que a primeira, pois a área que envolve a prótese já está formada. “O pós-operatório, normalmente, fica mais tranquilo e confortável”, explica Léa. Apesar disso, os cuidados após a cirurgia devem ser os mesmos, como: retorno ao trabalho só após o quinto dia, usar sutiã 24 horas nos 30 primeiros dias, dez a 30 dias sem dirigir, evitar dormir de bruços, esforços físicos, movimentos bruscos e exposição solar no primeiro mês.

Uma recomendação da cirurgiã plástica é realizar o procedimento com médicos especialistas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e utilizar produtos, como a prótese, liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Existem várias marcas no mercado. Eu só trabalho com produtos liberados pela Anvisa”, esclarece Léa.

Fonte: RDO Brasil

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